terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Marinheira de primeira viagem

Passei tempos tentando escrever alguma coisa sobre a maluquice que a minha vida virou, acho que eu nesse momento só preciso de uma bússola e um mapa. Parece que estou numa daquelas caravelas que atravessavam os oceanos em séculos passados, primeiramente um destino,depois o mar é tão extenso que perde-se o rumo,depois a perdição e a quantidade de informações a processar até que,TERRA A VISTA!!
As informações estão sendo processadas e aos poucos as coisas vão sendo óbvias. Deixei de ser colegial e passei a ser universitária (ainda não começou,mas só o nome soa a um passo gigante dado na vida), deixei de ser insegura e nesse preciso momento tento procurar por onde superar os defeitos que a vida tem. A parte mais difícil , aquele Cabo das Tormentas que me impede de chegar a tão desejada Terra, é a não aceitação de que estou realmente perdida, o Comandante da minha nau acabou de abandonar o posto e eu não sei velejar sozinha, não tem nenhum marinheiro pra ajudar e para não afundar ,os mantimentos vão desaparecendo com a minha fome absurda de esquecer que estou perdida.
E difícil explicar,o quanto isso deixa qualquer pessoa nauseada, como esse mar bate...
Como as coisas,vão e voltam,vão e voltam,vão e voltam e vão,mas vão muito longe, já assim vão dois meses e ainda não voltaram, ouvi dizer que nem voltarão tão cedo,se voltarem...
Esse mar de mudanças baralha qualquer um, e as vezes a necessidade de falar é imensa,mas a força de expressão corta metade das palavras do dicionário.
Estou sem palavras...

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